O governo de Goiás anunciou recentemente a nomeação de 28 novos membros para os conselhos de administração de empresas estatais, em um movimento que acompanha mudanças ministeriais. Entre os indicados, estão assessores e secretários que já atuavam em cargos próximos aos antigos ministros. Vale ressaltar que ainda há 61 posições abertas nos conselhos. Os conselheiros podem receber até R$ 31 mil em honorários por mês, o que, somado aos salários, pode ultrapassar o teto do funcionalismo público, fixado em R$ 46,3 mil.
As indicações foram feitas por diferentes ministérios, com a Fazenda nomeando cinco conselheiros em abril e mais quatro em maio. As pastas de Minas e Energia e de Gestão também fizeram suas indicações, além de outros ministérios que nomearam um representante cada. Essa prática de alocar aliados políticos em cargos de conselhos não é nova, e muitos dos indicados têm vínculos diretos com o governo, seja por serem comissionados ou por sua proximidade com figuras políticas relevantes.
Para quem deseja acompanhar as atividades dos conselhos, as informações sobre as reuniões e decisões estão disponíveis nos sites oficiais dos Ministérios e das estatais. Além disso, canais de denúncia estão disponíveis para qualquer irregularidade observada. Os próximos passos incluem a tramitação das indicações, com a agenda de votação e possíveis audiências públicas a serem realizadas nas próximas semanas. A fiscalização desses conselhos é importante para garantir que as decisões sejam tomadas de maneira técnica e em benefício da população, evitando qualquer tipo de ingerência política que possa comprometer a gestão das estatais.