Refugiados venezuelanos com deficiência estão encontrando uma nova chance no Brasil ao se tornarem atletas em competições paradesportivas. Recentemente, seis desses esportistas participaram de uma etapa do Meeting Paralímpico em São Paulo, onde cinco deles subiram ao pódio, conquistando um total de oito medalhas, incluindo três de ouro. Atualmente, o Centro de Referência Paralímpico de Roraima apoia 26 refugiados, todos focados principalmente no atletismo. Desde 2021, cerca de 50 pessoas oriundas de abrigos humanitários receberam suporte esportivo em Boa Vista.
O supervisor do centro, Vinicius Denardin Cardoso, destacou a importância da parceria com a Operação Acolhida, que surgiu em resposta ao grande fluxo de refugiados. O centro, que atende um total de 204 atletas, oferece treinamento em diversas modalidades, como basquete em cadeira de rodas, goalball e tênis de mesa. Um time de 16 professores e profissionais da saúde está à disposição para garantir que os atletas tenham todo o apoio necessário para se desenvolverem e competirem em nível nacional.
Um dos destaques é Martin José Durval, que chegou a Boa Vista há dois anos. Com uma carreira esportiva promissora na Venezuela, ele perdeu as pernas em um acidente há cinco anos. No Meeting de São Paulo, ele conquistou duas medalhas no lançamento de dardo, totalizando dez em sua trajetória no Brasil. Durval expressou sua gratidão pelo suporte que tem recebido dos brasileiros e afirmou estar focado em ganhar medalhas para o país.
Para aqueles que desejam acompanhar as próximas competições e apoiar esses atletas, é possível acompanhar a programação pelo site do Comitê Paralímpico Brasileiro. O centro se prepara para acolher mais refugiados, especialmente após os recentes terremotos, enquanto o Brasil continua a se firmar como uma potência no esporte paralímpico, oferecendo oportunidades de inclusão e integração através do esporte.