O coronel da reserva do Exército, Rubens Pierrotti Jr., foi condenado pela Justiça Militar por críticas indevidas e ofensas às Forças Armadas, relacionadas a seu livro que retrata generais envolvidos em corrupção. O julgamento ocorreu na quinta-feira (6) no Rio de Janeiro, onde um Conselho Especial de Justiça, composto por um juiz e quatro generais, decidiu pela condenação com 4 votos a 1. O juiz Jorge Marcolino dos Santos, que presidiu o julgamento, inicialmente votou pela absolvição, mas os generais optaram pela condenação. Como a pena foi a mínima, Pierrotti recebeu sursis, ou seja, a suspensão condicional da pena, desde que cumpra algumas condições por dois anos. Ele já anunciou que vai recorrer ao Superior Tribunal Militar (STM) e, se perder, pretende levar o caso ao Supremo Tribunal Federal.
Além dessa ação, Pierrotti enfrenta um Conselho de Justificação, um processo administrativo que pode resultar em sua exclusão do Exército. O coronel, que está na reserva há uma década, foi interrogado por três generais na sexta-feira (7). O processo, determinado pelo comandante do Exército, Tomás Paiva, está em fase de instrução. O livro “Diários da Caserna: Dossiê Smart: A História que o Exército Quer Riscar”, lançado por Pierrotti em 2024, narra histórias reais com nomes trocados, incluindo acusações contra a cúpula do Exército.
O Ministério Público Militar argumentou que as críticas de Pierrotti abalaram a imagem das Forças Armadas e que ele deveria ser responsabilizado por divulgar informações falsas. O advogado do coronel, André Perecmanis, considera a condenação uma afronta ao sistema de Justiça, afirmando que a decisão ignora a realidade do país. O Exército, por sua vez, não se posicionou sobre o julgamento nem sobre o processo administrativo em andamento. Para quem quiser acompanhar as novidades sobre o caso, é possível acessar informações nos sites oficiais da Justiça Militar e do Exército.