Na última sexta-feira (7), o ministro do STF, Gilmar Mendes, comentou sobre a polêmica envolvendo o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que foi anunciado como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Mendes, que é relator de um pedido de investigação da Polícia Federal sobre uma acusação de estupro de vulnerável contra Gaspar, afirmou não conhecer o parlamentar. A situação ganhou destaque após Gaspar se defender de acusações feitas por outros congressistas durante a leitura de um relatório da CPI do INSS, onde foi publicamente acusado de manter relações com uma adolescente de 13 anos. Gaspar negou as acusações, alegando que o caso envolve um primo e que a relação foi consensual.
A acusação surgiu quando os deputados Lindbergh Faria (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS) levantaram o tema durante a sessão da CPI. Em resposta, Gaspar se adiantou e fez um teste de DNA para provar que a criança não era sua filha. Após a divulgação de sua candidatura como vice, ele solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o STF acelerassem a investigação, pois já havia coletado as amostras necessárias. Gilmar Mendes, durante o lançamento de um livro em São Paulo, comentou que a questão ainda está em fase preliminar e que a PGR deve se manifestar sobre a abertura do caso.
A investigação foi solicitada pela PF em abril, e o ministro Mendes deu um prazo de 15 dias para que os acusadores apresentem mais informações sobre as alegações. Gaspar, que atuou como relator de uma CPI anterior que investigou descontos indevidos em aposentadorias, já pediu o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. Para acompanhar o desenrolar desse caso, é possível acessar os canais oficiais do STF e da PGR, que oferecem informações sobre audiências públicas e tramitações.