O Brasil terminou a Paralimpíada de Paris 2024 entre as cinco maiores potências do esporte adaptado, marcando uma nova fase na história das competições paradesportivas. O país já subiu ao pódio 462 vezes desde a sua primeira medalha em 1976, quando Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa conquistaram a prata no lawn bowls, uma modalidade parecida com a bocha. Na última quinta-feira (6), as medalhas foram exibidas no Centro de Treinamento Paralímpico em São Paulo, uma homenagem ao legado que esses atletas deixaram.
A cerimônia destacou a importância da trajetória de Robson e Luiz Carlos, que abriram caminho para o paradesporto no Brasil. Noêmia Almeida, sobrinha de Robson, comentou sobre o impacto que o tio teve na luta por reconhecimento e apoio ao esporte adaptado. Ela lembrou que, na época, não havia políticas públicas voltadas para o paradesporto, e Robson precisava recorrer a autoridades para conseguir recursos. Luiz Carlos, que também fez parte da história, foi atendido pelo Clube do Otimismo, fundado por Robson, e sempre esteve ao lado dele nas competições.
A história do paradesporto brasileiro evoluiu bastante desde 1976. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) foi criado em 1995 e, em 2001, começou a receber recursos de loterias federais. O CT Paralímpico, inaugurado em 2016, se tornou um importante centro de treinamento e formação de novos atletas, oferecendo acesso gratuito a jovens com deficiências. O legado de Robson e Luiz Carlos é uma inspiração para todos, e Noêmia destacou que a luta deles reflete a batalha contínua de muitos.
Os próximos compromissos das equipes brasileiras e das modalidades paralímpicas já estão em andamento. Os fãs podem acompanhar as competições através dos canais oficiais de transmissão e conferir a tabela de eventos no site da CBF.