Na última terça-feira, 4 de outubro, Arsène Wenger, diretor de desenvolvimento do futebol mundial da Fifa, se manifestou contra o presidente Gianni Infantino e a proposta de abertura da entidade a investidores privados. Essa iniciativa, que visava arrecadar US$ 4,2 bilhões, foi abandonada após críticas de diversas confederações e a resistência interna dentro da própria Fifa. O projeto, que envolvia a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), gerou polêmica e, segundo Wenger, sua retirada foi “absolutamente necessária”.
Wenger não foi o único a se opor à ideia. Mattias Grafström, secretário-geral da Fifa, também se distanciou do projeto, descrevendo a sequência de acontecimentos como “triste e condenável”. Ele ressaltou que a missão da Fifa deve permanecer focada no compromisso e na integridade do futebol. O clima tenso na Fifa foi intensificado pela renúncia de Carlos Cordeiro, principal assessor de Infantino, que se declarou contra a proposta, considerando-a prejudicial ao futuro do esporte.
Além das vozes internas, a pressão externa cresce, especialmente da Uefa e da Concacaf, que já manifestaram descontentamento com Infantino. A Uefa chegou a notificar oficialmente a Fifa sobre a intenção de iniciar ações judiciais relacionadas ao projeto FFE, exigindo a preservação de documentos relevantes. Até o momento, Infantino é o único candidato à reeleição prevista para março de 2027, mas já perdeu o apoio de quatro federações europeias.
Os próximos passos da Fifa incluem debates sobre a liderança da entidade e a tentativa de reconquistar a confiança das federações. A situação promete evoluir nos próximos meses, e os fãs de futebol devem ficar atentos às movimentações políticas que podem impactar o esporte globalmente.