O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez críticas nesta terça-feira (4) durante uma sabatina em São Paulo, onde abordou a questão do nepotismo entre políticos, sem mencionar nomes. Ele se referiu ao seu adversário, Ronaldo Caiado (PSD), destacando que o goiano deixou pelo menos dez familiares em cargos comissionados durante seu governo, que terminou em março. Zema também apontou que muitos políticos são “chantageados” por estarem envolvidos em situações que envolvem membros da família.
Na sabatina, Zema discutiu ainda questões relacionadas a outros candidatos, como Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que também enfrentam problemas com familiares. Ele comentou sobre uma nova investigação da Polícia Federal envolvendo o filho de Lula, Fábio Luís, e fez referência a Flávio Bolsonaro, que está ligado a um ex-banqueiro. O ex-governador afirmou que, por não ter “rabo preso”, se sente à vontade para criticar o STF e mencionou que existem “frutas podres” na corte, embora não tenha citado ministros diretamente.
Zema também defendeu a pena de morte para assassinatos em série e estupros continuados. Quanto à sua chapa para a próxima eleição, ele afirmou que deve anunciar seu vice na quarta-feira (5) e que a composição será com um nome do seu partido, o Novo. A sabatina foi organizada pelo site O Antagonista e pela G4 Educação, com a presença de empresários e a mediação de Tallis Gomes, fundador da G4. Os organizadores convidaram cinco candidatos com boas intenções de voto, mas Lula não compareceu.
Para quem quiser acompanhar as próximas discussões e votações, as sessões podem ser acessadas pelo site da Assembleia Legislativa de Goiás, onde também é possível encontrar canais de denúncia e contato oficial com os representantes. Os próximos passos incluem a tramitação das propostas e a agenda de audiências públicas.