A situação de Gianni Infantino como presidente da FIFA está bem complicada depois que ele decidiu abandonar um plano controverso de criar uma nova entidade comercial e vender uma parte dela para investidores. Na noite de sexta-feira, 31, Infantino anunciou que estava desistindo da ideia, que, segundo ele, havia “criado divisões” no futebol e prejudicado os objetivos da organização. Essa decisão veio após uma onda de críticas, com 55 países europeus ameaçando boicotar competições da FIFA até que o projeto fosse cancelado.
Com essa reviravolta, Infantino ainda enfrenta pressão. A UEFA, por exemplo, declarou que “perdeu a confiança” na liderança atual da FIFA e pediu que os responsáveis pelo plano fossem identificados e responsabilizados. Eles consideraram o fim da proposta como uma vitória para o esporte, mas ressaltaram que a reconstrução da confiança na FIFA apenas começou. A federação de futebol da Inglaterra também exigiu uma “revisão completa e rigorosa” da governança da FIFA. Apesar disso, Infantino afirmou que pretende continuar no cargo e reunir todas as partes interessadas nos próximos dias.
Embora seu histórico na FIFA inclua aumentos significativos nos pagamentos anuais aos membros, a pressão está aumentando. Infantino pode ter apoio entre as confederações que não se opuseram ao plano, mas sua posição pode estar em risco, especialmente com nomes como Victor Montagliani, presidente da Concacaf, sendo mencionados como possíveis candidatos para desafiá-lo nas próximas eleições. A UEFA já anunciou que trabalhará em uma revisão completa sobre o que aconteceu e buscará evitar problemas semelhantes no futuro. Se Infantino continuar, sua capacidade de implementar mudanças importantes, como a expansão da Copa do Mundo, pode ser seriamente afetada.