Nesta quinta-feira (30), a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou o arquivamento de uma investigação que envolve o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes. A apuração, que começou em abril e foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, investigava suspeitas sobre a venda e vazamento de decisões judiciais, mas o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que não há elementos que sustentem as acusações contra Og. Esse tipo de pedido costuma ser aceito pelo STF, que encerra a investigação.
Og Fernandes é o terceiro ministro do STJ sob investigação, seguindo Moura Ribeiro e Marco Buzzi, cujas apurações ainda estão em andamento. A solicitação de arquivamento veio após a Folha de S.Paulo buscar uma manifestação de Og, o que levou sua defesa a entrar em contato com a PGR. A investigação original, chamada de operação Sisamnes, começou em 2024 e surgiu de indícios de vazamentos relacionados à Operação Faroeste, que investiga a venda de decisões no Tribunal de Justiça da Bahia. Durante as investigações, um documento falso foi encontrado em conversas de um lobista, e a Polícia Federal (PF) também analisava as finanças de um ex-chefe de gabinete de Og.
Além de Og, o ministro Moura Ribeiro é alvo de investigações por decisões suspeitas que podem estar ligadas a um lobista e sua esposa, enquanto Marco Buzzi enfrenta um processo disciplinar por acusações de assédio. A defesa de ambos se manifestou negando qualquer vínculo com atividades ilegais. Para quem quer acompanhar essas investigações, as sessões do STF são transmitidas online, e denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais disponíveis nos sites das instituições. O andamento das apurações e possíveis novas audiências devem ser monitorados nos próximos dias.