As 41 federações que fazem parte da Concacaf, responsável pelo futebol na América do Norte, Central e Caribe, se reuniram nesta quinta-feira (30) e rejeitaram, de forma unânime, a proposta da Fifa de vender uma participação nas operações comerciais da Copa do Mundo. Segundo a Concacaf, os membros expressaram preocupações sérias sobre a falta de um devido processo legal, o prazo apertado para a decisão e a ausência de revisão por parte dos órgãos da Fifa. Além disso, questionaram a necessidade de investimento privado, especialmente após a Copa do Mundo mais lucrativa da história.
A confederação, liderada por Victor Montagliani, vice-presidente da Fifa, destacou que o futuro do futebol e seus ativos devem permanecer nas mãos da comunidade do esporte. Em meio a essa polêmica, a Fifa havia anunciado no dia 19 de julho a intenção de criar uma empresa para gerenciar suas atividades comerciais, com a promessa de atrair US$ 10 bilhões para financiar o desenvolvimento do futebol. Gianni Infantino, presidente da Fifa, defendeu a proposta, afirmando que se tratava de uma oportunidade, mas a resposta das federações foi negativa, refletindo um clima de desconfiança.
Após a reunião, a Federação de Futebol dos Estados Unidos se manifestou no X, reafirmando apoio à Concacaf e seus membros. A proposta da Fifa também enfrentou críticas de outras entidades, incluindo uma ameaça de boicote por parte das 55 federações da Uefa. Essa rejeição vem em um momento em que o futebol feminino se prepara para a Copa do Mundo de 2027, que será realizada no Brasil, tornando a situação ainda mais delicada.
Os torcedores podem acompanhar as próximas movimentações e decisões nas redes sociais das federações e no site oficial da Fifa. As próximas partidas e compromissos das seleções ainda estão sendo definidos, mas o clima em torno da gestão do futebol mundial promete ser um tema quente nos próximos meses.