Na última quarta-feira (29), o novo técnico da seleção italiana, Roberto Mancini, se apresentou em Roma e deixou claro que seu objetivo é conquistar grandes troféus. Esta é a sua primeira coletiva desde que voltou ao comando da Azzurra, onde promete reconquistar o caminho das vitórias. Mancini já havia dirigido a seleção de 2018 a 2023, período que teve altos e baixos, incluindo a conquista da Eurocopa em 2021 e a frustração da não classificação para a Copa do Mundo de 2022. Ele chegou a pedir demissão para treinar a seleção da Arábia Saudita, mas viu essa decisão como um erro, comparando a saída a “perder a mulher da sua vida”.
O técnico de 61 anos quer que a seleção italiana cative novamente seus torcedores, que ficaram desanimados após a ausência da equipe nas últimas três Copas do Mundo. “Acredito que existem jovens talentosos na Itália. Temos que confiar neles e deixá-los jogar”, afirmou Mancini, que planeja um time com um estilo ofensivo. A estreia da nova fase acontece em 25 de setembro, em Roma, contra a Bélgica, pela Liga das Nações da UEFA. Além da Bélgica, a Itália enfrentará a Turquia no dia 28 e a França, comandada por Zinédine Zidane, em 2 de outubro.
Enquanto isso, Claudio Ranieri, de 74 anos, foi nomeado novo diretor técnico da Federação Italiana de Futebol (FIGC), substituindo Paolo Maldini. Ranieri, que tem um histórico de sucesso em clubes renomados, como o Leicester, onde fez história ao conquistar a Premier League em 2016, reconheceu que há muito trabalho a ser feito para reverter o momento atual do futebol italiano. Ele destacou a importância de permitir que as crianças joguem livremente antes de serem introduzidas a um estilo de jogo mais estruturado, o que pode ajudar na formação de novos talentos para o futuro da Azzurra.