Na última quarta-feira (29), em São Paulo, foi lançado o projeto Quilombo nos Parlamentos 2026, uma iniciativa da Coalizão Negra por Direitos que visa aumentar a representatividade de candidatos negros na política. O evento aconteceu no Club Homs e contou com a participação de parlamentares, pré-candidatos e membros da sociedade civil. Até agora, cerca de 150 pré-candidaturas já estão ligadas ao projeto, um número que supera as cem registradas em 2022, quando 26 parlamentares foram eleitos através da iniciativa. Os partidos envolvidos incluem PT, Rede, PSOL, PC do B, PV e PSB, mas qualquer candidatura pode se juntar ao movimento ao assinar uma carta-compromisso.
Segundo Douglas Belchior, dirigente da Uneafro Brasil e membro da Coalizão, a sub-representação de negros na política é alarmante. A deputada federal Marina Silva (Rede) destacou que candidatos de partidos de direita e centro precisam alinhar suas plataformas com os princípios do Quilombo, que incluem direitos humanos e combate às desigualdades. O evento também recebeu figuras importantes do movimento negro, como Sueli Carneiro e Cida Bento, além de parlamentares como Benedita da Silva (PT) e Talíria Petrone (PSOL).
Fernando Haddad, ex-ministro e membro do PT, comentou sobre a necessidade de que a representatividade da população afrodescendente, que compõe mais de 56% do Brasil, se reflita nas esferas públicas. O manifesto do Quilombo nos Parlamentos foi apresentado, detalhando as prioridades para as eleições de 2026, e candidatos presentes assinaram a carta de compromisso. A novidade deste ano é o aumento de mulheres negras disputando o Senado. O projeto, criado em 2022, busca não apenas aumentar a representação, mas também fortalecer a voz do movimento negro em todo o país. Para acompanhar as ações e eventos relacionados ao Quilombo, o público pode acessar o site oficial da Coalizão Negra por Direitos.