Daqui a aproximadamente dois meses, no dia 25 de setembro, a seleção italiana vai encarar a Bélgica na estreia da Liga das Nações da Europa, que rola no Estádio Olímpico de Roma. Porém, a Azzurra, tetracampeã mundial, está à procura de um novo treinador e vai precisar de tempo pra implementar um novo estilo de jogo, já que não conseguiu se classificar para as últimas três Copas do Mundo. O drama começou em março, quando a Itália perdeu para a Bósnia e Herzegovina na repescagem das Eliminatórias, se tornando a primeira campeã mundial a ficar de fora de três edições seguidas do torneio.
Após o fracasso, o ex-jogador Gennaro Gattuso deixou o comando da equipe e, desde então, a seleção está sem direção. Nos amistosos de junho contra Luxemburgo e Grécia, o técnico da sub-21, Silvio Baldini, assumiu temporariamente e garantiu duas vitórias por 1 a 0, com destaque para o centroavante Francesco Esposito. No final de junho, Giovanni Malagò foi eleito novo presidente da FIGC e começou o trabalho de reconstrução, nomeando Paolo Maldini como diretor técnico, que já começou a buscar um novo técnico para a seleção.
Maldini e seu consultor, o brasileiro Leonardo, tentaram inicialmente trazer Carlo Ancelotti, que renovou com a seleção brasileira até 2030. Com isso, partiram para Pep Guardiola, que também declinou o convite, e agora o foco está em Andrea Pirlo. No entanto, a história de Pirlo com uma empresa de apostas russa gerou polêmica, fazendo sua contratação parecer incerta. Outros nomes, como Antonio Conte e Roberto Mancini, foram considerados, mas Maldini e Leonardo estão insatisfeitos com essas opções. Atualmente, o ítalo-brasileiro Thiago Motta é visto como uma alternativa viável, podendo assumir o comando da Azzurra em um futuro próximo.