Um levantamento recente da Associação dos Advogados (AASP) revelou que 75% dos advogados brasileiros apoiam a regulamentação do uso da Inteligência Artificial (IA) na profissão. A pesquisa, que ouviu 1.149 profissionais entre maio e junho, mostra que mais de 87% já utilizam alguma ferramenta de IA e reconhecem a necessidade de formação específica para isso. Além disso, a maioria acredita que a IA pode aumentar a produtividade em tarefas como pesquisa jurídica e elaboração de documentos.
No entanto, três em cada quatro advogados afirmam que as respostas geradas pela IA precisam ser revisadas por humanos. Mais da metade dos entrevistados apontou que a maior preocupação é com as chamadas “alucinações” da IA, que podem resultar em informações erradas. Outras preocupações incluem o uso sem supervisão (23%), a dependência excessiva da tecnologia (14%) e os riscos ao sigilo profissional (7%). Apesar das preocupações, a percepção geral é de que a tecnologia deve complementar, e não substituir, o trabalho dos advogados. A maioria acredita que a IA pode assumir tarefas mais operacionais, enquanto as funções que envolvem estratégia e interpretação devem continuar a cargo dos profissionais.
A presidente da AASP, Paula Lima Hyppolito Oliveira, comentou que a tecnologia se tornou parte da rotina profissional e que o desafio agora é preparar a advocacia para um futuro em que inovação e segurança andem lado a lado. Para quem quer ficar por dentro do tema, é possível acompanhar as discussões e decisões sobre a regulamentação em reuniões da AASP e acessar documentos relevantes no site oficial da associação.
Nos próximos meses, a AASP deve continuar a promover debates sobre o uso da IA na advocacia, além de discutir os próximos passos para a regulamentação do tema. A agenda inclui audiências públicas e reuniões com especialistas para garantir que a implementação da tecnologia ocorra de forma segura e eficiente.