Neste sábado (25), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou que a embaixada dos Estados Unidos entrou em contato para discutir a visita de funcionários do Departamento de Estado ao Brasil. Esses funcionários tiveram o pedido de visto negado pelo Itamaraty. O TSE não recebeu detalhes sobre a agenda da embaixada e, devido ao recesso de julho do Judiciário, não houve reuniões agendadas. Em junho, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, encontrou 25 embaixadores para apresentar o sistema de votação eletrônico do Brasil, defendendo a segurança das urnas eletrônicas.
O TSE revelou que, no dia 17 de agosto, uma nova reunião com embaixadores será realizada, incluindo representantes da diplomacia americana e de outros países. Durante esse encontro, Kassio Nunes Marques explicará novamente como funciona a urna eletrônica, considerada um patrimônio do Brasil. O tribunal também informou que organizações como a OEA (Organização dos Estados Americanos) e a União Europeia aceitaram participar como observadores nas eleições de outubro, que estão programadas para o dia 4.
Informações divulgadas pelo The Washington Post apontam que o presidente americano, Donald Trump, pretendia enviar esses funcionários para levantar questionamentos sobre a integridade do processo eleitoral brasileiro. A negativa do visto ocorreu após a identificação de uma possível conexão entre críticas às urnas feitas pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) e a administração Trump. O pedido de visto foi feito em 20 de julho, e a negativa se deu em 24. O Itamaraty e o governo Lula estão alerta para evitar a instrumentalização da visita.
Para quem deseja acompanhar as sessões do TSE, é possível acessar informações através do site oficial do tribunal e acompanhar canais de denúncia para questionamentos sobre o processo eleitoral. As próximas etapas incluem a tramitação e a fiscalização das eleições, com eventos programados até a data do primeiro turno.