Valdemar Costa Neto, presidente do PL, está no centro de uma investigação da Polícia Federal por ter indicado emendas parlamentares mesmo sem mandato. Em 2024, ele destinou R$ 111,8 milhões em emendas de comissão, um valor que só fica atrás do então presidente da Câmara, Arthur Lira, que alocou R$ 255,3 milhões. O levantamento da Folha mostra que Valdemar superou até outros líderes, como José Guimarães, do PT, que indicou R$ 91,6 milhões. Este cenário é curioso, já que Valdemar não ocupa cargo eletivo desde sua renúncia em 2013, após o escândalo do mensalão.
A investigação da PF também apontou que a maior parte das emendas atribuídas a Valdemar foi registrada como de “liderança do partido”, o que dificulta saber quem realmente fez as indicações. Em 2025, o valor que ele direcionou caiu para R$ 7,4 milhões, mas a PF não esclareceu as razões para essa queda. O ministro Flávio Dino, do STF, autorizou a operação e bloqueou R$ 119 milhões em bens de Valdemar, afirmando que as emendas foram “forjadamente encaminhadas e desviadas” em benefício dele.
Os deputados Luiz Carlos Motta e capitão Alden, que aparecem como autores de algumas emendas, afirmaram que os processos seguiram as regras e que não houve irregularidades. Motta destacou que sua participação estava ligada ao seu papel como relator do Orçamento, enquanto Alden negou qualquer envolvimento oculto de Valdemar em suas indicações. Para acompanhar mais sobre essa investigação e outras questões políticas, os cidadãos podem acessar os canais oficiais da Câmara dos Deputados e as redes sociais dos parlamentares.
Agora, a tramitação e os próximos passos dessa apuração devem ser monitorados, uma vez que novas audiências públicas e deliberações podem surgir à medida que mais informações se tornam disponíveis.