A nova líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), comentou sobre o clima político ao afirmar que a direita pode se prejudicar ao focar no impeachment de ministros do STF durante a campanha para o Senado. Segundo ela, mesmo que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a jornada 6×1 não seja aprovada antes das eleições, o tema ainda poderá ser um trunfo para os candidatos de esquerda. Teresa destacou que muitos trabalhadores, como cinegrafistas e diaristas, têm perguntado sobre a votação da PEC, que atualmente tem o apoio de 71% da população, conforme pesquisa do Datafolha.
O debate sobre a PEC se intensifica, com a direita bolsonarista utilizando a possibilidade de impeachment como parte de sua estratégia de campanha. Teresa afirmou que, independentemente do resultado da votação da PEC, a posição dos candidatos em relação ao tema será relevante nas eleições. No governo, há preocupações de que, se o Senado não avançar com a proposta, isso possa gerar uma nova narrativa de “Congresso inimigo do povo”, algo que já beneficiou Lula em outras ocasiões.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda não definiu uma data para discutir a PEC com Lula, já que os dois estão distantes desde a rejeição da indicação do advogado-geral da União ao STF. Alcolumbre tem alegado que precisa de uma conversa antes de levar a proposta à pauta, mas a relação institucional permanece intacta, segundo Teresa. Além disso, enquanto a discussão sobre o Banco Master, que envolve seu antecessor, Jaques Wagner, está em andamento na Justiça, Teresa planeja deixar esse assunto para o debate eleitoral.
Para quem quiser acompanhar as sessões do Senado e os desdobramentos da PEC, é possível acessar informações pelo site oficial do Senado e por suas redes sociais. A expectativa é que os próximos passos incluam reuniões e audiências sobre a proposta, além de um monitoramento contínuo das discussões legislativas.