A Justiça de Goiás decidiu reintegrar as agências de comunicação DPZ e Cálix à licitação que escolhe as empresas responsáveis pela comunicação do governo estadual. A Cálix ficou em primeiro lugar e a DPZ em segundo no certame. O governo de Goiás, sob a gestão atual, havia desclassificado ambas alegando que usaram imagens em movimento, algo que não era permitido pelo edital. A Cálix é ligada a Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, que atuou na campanha de Flávio Bolsonaro. No processo, as agências alegaram que usaram apenas imagens estáticas sequenciadas, e não vídeos, questionando também a validade da desclassificação, que se baseou em uma nota técnica de um servidor que não fazia parte da comissão responsável pelo julgamento.
O juiz Camargo Pereira acolheu os argumentos das agências, ressaltando que a exclusão poderia resultar em uma perda significativa de oportunidades econômicas. Ele afirmou que a reintegração, ainda que provisória, não implicava em contratação imediata e permitiria que o processo seguisse sem interrupções, mas que a análise definitiva ainda seria necessária, incluindo uma perícia. O certame visa selecionar quatro agências para um orçamento total de R$ 300 milhões por ano.
Os cidadãos que desejam acompanhar as sessões de habilitação podem visitar o site oficial do governo de Goiás, onde também estão disponíveis canais para denúncias e informações sobre a licitação. As próximas etapas incluem a continuidade do processo licitatório, que deverá passar por mais avaliações e audiências públicas nos próximos dias. A situação ainda é provisória, e novas decisões podem ocorrer conforme a análise se desenvolve.