Nesta quinta-feira, 25, o governo brasileiro enviou uma nova solicitação à Justiça italiana pedindo a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). O pedido se baseia na condenação de Zambelli por porte ilegal de arma e constrangimento, relacionados a um incidente em que ela sacou uma arma e apontou para um homem em São Paulo, um dia antes do segundo turno das eleições de 2022. O caso já havia sido analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que concluiu o julgamento em agosto de 2025.
A Advocacia-Geral da União (AGU), junto com outras instituições do governo, elaborou o novo material para a Justiça italiana. A primeira decisão da Justiça italiana sobre a extradição foi negativa, citando problemas de imparcialidade no julgamento, especialmente em relação ao papel do ministro Alexandre de Moraes, que atuou tanto como juiz quanto como vítima no caso. A Corte de Apelação italiana já havia se manifestado a favor da extradição em dois processos distintos, mas com sentenças diferentes. Zambelli foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto, além da perda do mandato.
A situação de Zambelli ganhou destaque após sua fuga para a Itália em junho de 2025, sendo considerada foragida. Ela foi detida em julho em Roma. Em comparação, a Justiça de outros países, como a Espanha e os Estados Unidos, também negou pedidos de extradição relacionados a casos semelhantes.
Para quem deseja acompanhar esses desdobramentos, as sessões do STF são transmitidas online, e é possível acessar documentos oficiais através do site do tribunal. O próximo passo será aguardar a decisão da Justiça italiana sobre a nova solicitação de extradição do Brasil, que promete trazer mais novidades ao caso.