Na última quarta-feira (24), em uma reunião no Palácio da Alvorada, o ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) aceitou ser vice na chapa do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o Governo de São Paulo. A conversa contou com a participação de outros políticos, como as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que também estão na disputa por vagas no Senado. A aliança em São Paulo é vista como crucial, já que o estado possui o maior eleitorado do país, e a presença de um palanque forte para o presidente Lula (PT) é importante.
França, que inicialmente desejava ser candidato a senador ou governador, decidiu ceder e aceitar a posição de vice. Aliados de Haddad acreditam que a presença de França pode trazer votos de regiões onde o PT não tem tanta força, como a Baixada Santista. Além disso, França é considerado alguém que pode fazer os principais ataques ao atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição. Durante a reunião, França argumentou que poderia ajudar Lula se concorresse ao governo, pois tomaria votos de Tarcísio, levando a uma disputa mais acirrada no segundo turno entre Haddad e o governador.
Em 2022, Haddad teve um desempenho expressivo, recebendo 36% dos votos no primeiro turno e 45% no segundo, o que foi considerado decisivo para a vitória de Lula. O pré-candidato a governador deve anunciar oficialmente as posições dos aliados na chapa nesta quinta-feira (25). Para acompanhar as sessões e obter mais detalhes sobre o processo eleitoral, é possível acessar os canais oficiais de comunicação do governo e seguir as atualizações nas redes sociais.