Desde abril, o governador interino de Goiás, Ricardo Couto, exonerou mais de 30 pessoas que ocupavam cargos comissionados, e muitas delas foram rapidamente nomeadas para posições na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). Essas nomeações ocorreram na estrutura administrativa da Alerj e em gabinetes de 13 deputados, principalmente do governo anterior, liderado por Cláudio Castro. A Folha fez um levantamento que revelou essas mudanças de forma detalhada, considerando as exonerações e as novas contratações publicadas em diários oficiais.
As exonerações e nomeações ocorreram com rapidez, sendo que alguns deputados, como Bruno Dauaire (União Brasil) e Gustavo Tutuca (PP), voltaram a assumir seus mandatos e realocaram funcionários em seus gabinetes. A Alerj, por meio de suas assessorias, afirmou que as nomeações atendem a critérios técnicos e que os novos servidores possuem experiência na área administrativa. As 30 nomeações incluem cargos como assessoria especial de plenário e consultoria de planejamento e orçamento, com salários variando de R$ 1.500 a R$ 8.800.
O governador interino mencionou que a intenção das exonerações é economizar cerca de R$ 230 milhões até o fim do ano, embora não tenha comentado sobre as novas nomeações feitas pela Alerj. Ele destacou a importância de reestruturar financeiramente o estado e se referiu ao seu trabalho como focado na auditoria e na transparência. No último evento com o presidente Lula, Couto foi chamado de “interventor” e ressaltou a meta de entregar o estado com as contas em dia.
Para quem quiser acompanhar as mudanças na Alerj, é possível acessar o site oficial da Assembleia, onde estão disponíveis os diários oficiais e documentos sobre as nomeações e exonerações. A tramitação das questões políticas continua, e a Alerj deve seguir com as votações e audiências públicas nos próximos dias, enquanto se espera uma definição sobre a escolha do novo governador.