Nesta terça-feira (23), o ex-presidente Jair Bolsonaro depôs à Polícia Civil do Distrito Federal sobre uma pistola registrada em seu nome que foi apreendida com um de seus seguranças durante uma blitz, na semana passada. O depoimento é crucial, pois pode influenciar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, sobre a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro, que termina nesta quinta (25).
Durante o depoimento, Bolsonaro deve esclarecer que solicitou o conserto da arma após perceber uma falha, e que esse pedido não está relacionado ao fim do prazo da prisão domiciliar. A defesa argumenta que a equipe de segurança retirou o percussor da pistola para evitar acidentes, já que Bolsonaro faz uso de medicamentos que podem afetar sua cognição. A defesa também reforçou que não há determinação do STF sobre a entrega da arma ou qualquer restrição relacionada a ela. O registro da pistola é de 2019.
Os advogados de Bolsonaro se reuniram com ele na segunda-feira (22) e terão mais uma hora com o ex-presidente antes do depoimento. O ex-presidente pretende afirmar que não deseja reaver a pistola e que está pronto para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil já abriu um inquérito para investigar a apreensão da arma e pediu que o ex-presidente fosse ouvido por videoconferência, mas Moraes optou por uma oitiva presencial.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, após uma internação médica. Ele foi condenado a 27 anos e três meses por liderar uma tentativa de golpe. A audiência de hoje pode ter impactos significativos na sua situação legal e nas artérias políticas do país.