Recentemente, a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem mostrado preocupação com decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) que, segundo seus aliados, podem prejudicar sua candidatura à presidência. Flávio, assim como o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, acredita que a Justiça Eleitoral interferiu no resultado das eleições de 2022, ganhas por Lula (PT). A inquietação sobre a imparcialidade dos ministros já foi expressa publicamente por Flávio e pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), o que levou a reuniões com o presidente do STF, Edson Fachin.
Os integrantes da pré-campanha de Flávio estão preocupados com a Primeira Turma do STF, que tem ministros considerados adversários do bolsonarismo e pode reduzir a atuação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas eleições. Essa turma, que inclui Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, tem se preparado para revisar decisões do TSE, o que gera descontentamento entre os aliados de Flávio. Apesar das tentativas de diálogo com Fachin, eles acreditam que ele não tem perfil para confrontar os demais ministros, o que os deixa apreensivos.
No contexto das eleições, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também criticou a Primeira Turma, alegando que eles querem barrar sua candidatura ao condená-lo. Além disso, há casos específicos que preocupam a pré-campanha, como a situação no Rio de Janeiro, onde o STF manteve um desembargador no cargo de governador, e em Roraima, onde mudanças nos prazos eleitorais comprometeram a candidatura de um aliado. Para acompanhar as discussões e decisões, os cidadãos podem acessar informações através dos canais oficiais do STF e do TSE. A expectativa é que a tramitação desses casos continue e que novas audiências sejam realizadas nos próximos meses.