A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou a favor da pesquisa Atlas/Bloomberg, que foi censurada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. A pesquisa, divulgada em 19 de maio, indicou uma queda de 6 pontos nas intenções de voto do pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, após o episódio conhecido como “Dark Horse”. A PGE argumentou que a intervenção da Justiça sobre os dados deve ser estritamente técnica e não deve se basear nas possíveis consequências que esses resultados podem ter nas eleições.
O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, defendeu que os eleitores têm o direito de se expressar sobre os fatos que influenciam a disputa e que não cabe à Justiça Eleitoral atuar como fiscal das pesquisas. A decisão de censura foi adiada pelo TSE em uma sessão no dia 9 de junho, onde ministros expressaram preocupações sobre os impactos dessa ação e seus precedentes. A ministra Estela Aranha pediu mais tempo para analisar a questão.
A pesquisa da Atlas/Bloomberg foi realizada entre 13 e 18 de maio, ouvindo 5.032 pessoas através de um método de recrutamento digital. A equipe de Flávio Bolsonaro pediu a suspensão da divulgação da pesquisa, alegando que a forma como as perguntas foram feitas poderia induzir os entrevistados a respostas tendenciosas. Em resposta, a AtlasIntel defendeu a integridade científica do levantamento, afirmando que os áudios que poderiam influenciar os entrevistados foram apresentados apenas após a coleta das respostas.
Enquanto a situação não é resolvida, a AtlasIntel está proibida de divulgar ou impulsionar a pesquisa que mostrou a queda nas intenções de voto de Flávio. Para acompanhar a tramitação do caso e futuras deliberações do TSE, o público pode acessar o site do Tribunal e acompanhar as sessões e decisões.