A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência está enfrentando um impasse sobre quem será o vice da chapa. Recentemente, a discussão ficou em segundo plano devido a questões relacionadas à sua imagem e à pressão por um novo aumento de tarifas dos Estados Unidos ao Brasil. Parlamentares envolvidos na campanha afirmam que a definição sobre o vice deve acontecer apenas após a metade de julho, com Flávio planejando usar o período da Copa do Mundo para fortalecer alianças e montar palanques em diferentes estados.
Nos últimos meses, o PL testou nomes como a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e as deputadas Simone Marquetto (PP-SP), Clarissa Tércio (PP-PE) e Priscila Costa (PL). Embora algumas avaliações internas indiquem que essas representantes não agregam votos significativos, elas poderiam trazer uma imagem positiva para a chapa. A inclusão de mulheres na candidatura é vista como uma estratégia para atrair o eleitorado feminino e também sinaliza um respeito ao público religioso, já que Clarissa e Priscila são evangélicas.
O prazo para a escolha do vice se encerra em 14 de agosto. Flávio mencionou que busca uma mulher qualificada para compor a chapa. Enquanto isso, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu a deputada Julia Zanatta (PL-SC) como uma possível vice, destacando suas qualidades e lealdade. Por outro lado, Tereza Cristina já declarou que sua prioridade é a presidência do Senado e não se vê como vice.
A escolha do vice também é dificultada pela falta de apoio de partidos do centrão, com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, indicando que a sigla não deve apoiar nenhum candidato à presidência. A aliança com a federação formada pelo PP e União Brasil permanece indefinida, especialmente após os recentes problemas enfrentados por Flávio. Com a definição do vice se aproximando, a expectativa é que novas discussões e possíveis anúncios aconteçam nas próximas semanas.