Recentemente, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, decidiu suspender a divulgação de uma pesquisa da Atlas/Bloomberg que mostrava uma queda de seis pontos no apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial. Essa decisão, tomada na segunda-feira (8), gerou reações variadas entre políticos e ativistas que costumam criticar o que consideram censura judicial. A medida é provisória e ainda passará pela análise de outros ministros do tribunal.
Na reportagem da Folha, apenas quatro dos 14 políticos contatados se manifestaram sobre o tema. Entre eles, as deputadas Bia Kicis (PL-DF) e Rosana Valle (PL-SP), além do vereador Adrilles Jorge (União Brasil-SP), apoiaram a decisão de Kassio, afirmando que questionar a metodologia de uma pesquisa não é censura. Por outro lado, o ex-deputado Fabio Ostermann (Novo-RS) discordou da ação, considerando-a um passo em direção ao autoritarismo e um novo exemplo de excessos do Judiciário.
A pesquisa da Atlas/Bloomberg, divulgada em 19 de maio, levantou polêmica ao estar ligada a um áudio em que Flávio solicitaria apoio financeiro para um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A equipe do senador argumentou que a forma como as perguntas foram estruturadas poderia gerar uma percepção negativa sobre ele. O instituto Atlas, por sua vez, defendeu a validade científica da pesquisa, afirmando que o áudio foi apresentado apenas em uma etapa posterior da coleta.
Para quem deseja acompanhar as decisões do TSE e as discussões sobre o tema, é possível acessar o site oficial do tribunal, onde estão disponíveis documentos e informações sobre as sessões. Quanto aos próximos passos, a tramitação da decisão de Kassio Nunes ainda será debatida entre os ministros, e a expectativa é que novas audiências públicas possam ocorrer para discutir a metodologia das pesquisas eleitorais.