Na próxima Copa do Mundo, marcada para acontecer em Nova Jersey, um show de intervalo vai agitar a final, com grandes nomes como Madonna, Shakira e o grupo de k-pop BTS. A apresentação também contará com personagens da Vila Sésamo e dos Muppets, em um evento que, segundo o presidente da FIFA, Gianni Infantino, será uma “celebração do futebol, da união e da humanidade”. Esse tipo de programação mostra como a cultura esportiva dos EUA está influenciando o futebol global.
Nos últimos anos, investidores norte-americanos vêm dominando o mercado europeu, controlando atualmente 117 clubes, incluindo a maioria dos times da Premier League e uma boa parte da Série A italiana. Essa mudança traz à tona discussões sobre o impacto financeiro no esporte, com críticos apontando que a busca por lucro pode distorcer a essência do futebol e criar desigualdades competitivas. Apesar do influxo de capital, muitos clubes ainda enfrentam problemas financeiros, com dados da CIES Sports Intelligence revelando que o controle americano está ligado a clubes que acumulam grandes prejuízos.
Para quem deseja acompanhar a Copa de 2026, as vendas de ingressos já estão abertas, e os preços estão mais altos em comparação com edições anteriores. Os fãs poderão assistir aos jogos pela televisão, com canais oficiais transmitindo as partidas. Além disso, a FIFA implementou pausas para hidratação, justificadas pelo calor, mas que também oferecem oportunidades para publicidade e engajamento comercial.
Enquanto isso, o futebol nos EUA vem crescendo em popularidade, especialmente entre os jovens. Com a chegada de Lionel Messi ao Inter Miami e a série “Ted Lasso”, mais americanos estão se interessando pelo esporte. A expectativa é que a Copa de 2026 não só aumente a base de fãs, mas também atraia novos investimentos, assim como ocorreu na Copa de 1994.