No último sábado, 6 de novembro, o amistoso entre Brasil e Egito aconteceu em clima de expectativa, mas com um começo inusitado. No Astoria, bairro de Nova York conhecido pela diversidade, cerca de 20 brasileiros precisaram aguardar o fim de uma partida de golfe para que os televisores do bar sintonizassem o tão aguardado jogo da seleção. Assim que a troca foi feita, Bruno Guimarães já havia aberto o placar para o Brasil. Porém, a vibração da torcida brasileira foi interrompida pelo empate do Egito, enquanto outros clientes do bar pareciam mais interessados nas suas conversas e bebidas do que no futebol.
Enquanto o jogo rolava, o foco dos brasileiros estava longe do desempenho da equipe. João Santos, um analista de ações que vive na cidade, lamentou os preços exorbitantes dos ingressos para a Copa do Mundo. Ele comentou que já esperava altos valores, mas ficou surpreso ao ver que os preços mais baixos estavam acima de US$ 9.000, um valor que ele considera inviável. Leandro Leite, também analista, planeja assistir a algum jogo do Brasil, mas só se a seleção avançar nas fases eliminatórias, já que não faz sentido gastar tanto sem saber se realmente verá o time em campo.
Do lado de fora do bar, a vida em Nova York seguia agitada, e muitos acreditam que a verdadeira atenção dos nova-iorquinos só virá quando os jogos mais importantes começarem. A cidade estava cheia de atrações, e o futebol, por enquanto, ainda lutava por espaço. Na Times Square, por exemplo, as telas gigantes competiam com luzes e multidões, e a atmosfera estava mais voltada para festividades culturais do que para o futebol. Para quem quer acompanhar os próximos jogos da seleção, as transmissões serão feitas em diversos canais, e os ingressos podem ser comprados online. A Copa do Mundo de 2026 promete trazer mais emoção, mas por enquanto, o Brasil venceu o Egito por 2 a 1, e a expectativa é que a paixão pelo futebol ganhe mais força conforme o torneio se aproxima.