Na manhã de sexta-feira, 5 de julho, uma reportagem da Folha chamou atenção em um guichê de imigração no aeroporto JFK, em Nova York. A atendente, confusa sobre os documentos necessários para jornalistas que vão cobrir a Copa do Mundo, chegou a se atrapalhar e se referiu ao torneio como “aquele grande negócio de futebol”. A competição começa na próxima quinta-feira, 11 de julho, e será disputada em três países: Estados Unidos, México e Canadá. A maioria dos jogos, totalizando 78 das 104 partidas, acontecerá nos EUA, com a grande final marcada para o MetLife Stadium, em East Rutherford, no dia 19 de julho.
Embora o futebol tenha ganhado espaço nos Estados Unidos, especialmente com a seleção feminina campeã e estrelas como Lionel Messi na liga masculina, ele ainda não alcançou a popularidade de esportes como futebol americano, beisebol ou basquete. Na verdade, o basquete está em alta na cidade, já que o New York Knicks, após 24 anos, voltou a disputar a decisão da NBA, mostrando que a atenção do público e da mídia está voltada para outras modalidades.
O clima em Nova York em relação à Copa é morno. Em um bar esportivo em frente ao MetLife Stadium, as referências ao Mundial se limitavam a uma faixa publicitária de uma cervejaria patrocinadora. Nos TVs do local, os debates eram sobre a NBA, com o apresentador Colin Cowherd comparando jogadores do basquete a ídolos do futebol americano. Enquanto isso, a expectativa para a Copa de 2026 ainda não se concretizou nas ruas. Para quem quer acompanhar os jogos, as transmissões estarão disponíveis nos principais canais esportivos, e os ingressos podem ser adquiridos online. A próxima fase do evento promete trazer mais animação, mas, por enquanto, a cidade parece mais focada em outros esportes.