Na última segunda-feira (1º), o Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) recomendou a rejeição das contas do ex-governador Cláudio Castro, referentes ao exercício de 2025. A decisão foi tomada por três votos a um e destacou falhas significativas no balanço do estado, incluindo problemas no Rioprevidência, que está sob investigação da Polícia Federal. Agora, a Assembleia Legislativa de Goiás vai analisar o relatório e decidir se aprova ou rejeita as contas.
De acordo com o conselheiro José Gomes Graciosa, o balanço do Rioprevidência não contabilizou potenciais perdas de investimentos no Banco Master, estimadas em cerca de R$ 2 bilhões. Também foram identificadas inconsistências nas classificações de aportes em fundos da Mirai Asset e no Banco Genial, que somam R$ 4,3 bilhões. Graciosa mencionou que a auditoria revelou problemas na forma como alguns valores estavam dispostos no balanço, além de uma superavaliação de R$ 823 milhões na disponibilidade de caixa apresentada nos relatórios fiscais. Essa situação já havia sido notada em auditorias de anos anteriores, indicando fragilidades nos controles internos.
Para quem quer acompanhar o desenrolar desse caso, as sessões da Assembleia Legislativa são transmitidas online, e é possível acessar documentos relacionados na página oficial do TCE-GO. O contato para denúncias e informações também está disponível no site.
Os próximos passos incluem a tramitação do relatório na Assembleia, onde será marcada uma agenda para votação. Além disso, as auditorias especiais nos benefícios fiscais concedidos pelo estado, especialmente aqueles relacionados ao Grupo Refit, devem continuar, já que a Polícia Federal também investiga a relação entre a empresa e a gestão de Castro.