O deputado estadual Antonio Donato, do PT-SP, solicitou ao Ministério Público de São Paulo a investigação de possíveis irregularidades na contratação do programa de monitoramento por câmeras, conhecido como Muralha Paulista, durante a gestão de Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Donato destacou que a empresa Palladium foi contratada pela estatal Prodesp por R$ 475 milhões, sem a realização de licitação, para a implantação e ampliação do sistema de monitoramento. Após essa contratação, a Prodesp fez um acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), que é responsável pela execução do programa.
O deputado argumenta que a Prodesp foi utilizada como um intermediário para facilitar a contratação sem a concorrência pública, o que levanta questões sobre a transparência do processo. Ele pediu que o Ministério Público investigue a natureza dessa contratação e se houve qualquer tipo de intermediação indevida. Além disso, Donato solicitou uma auditoria dos preços cobrados pela Palladium, comparando-os com soluções similares disponíveis no mercado.
A SSP, em resposta, afirmou que o contrato com a Prodesp foi celebrado com base em um decreto de 2023 assinado por Tarcísio e ressaltou que a Palladium não faz parte desse acordo. Para quem deseja acompanhar mais sobre o tema, as sessões da Assembleia Legislativa de São Paulo podem ser acessadas online, e denúncias podem ser feitas diretamente ao Ministério Público através de seus canais oficiais.
Os próximos passos incluem a tramitação da solicitação de investigação e possíveis audiências públicas sobre o assunto, além de uma análise mais detalhada dos contratos envolvidos no programa. A situação deve ser monitorada de perto, já que pode impactar a segurança pública e a forma como contratos são geridos no estado.