A Modal Participações, empresa do antigo Banco Modal, acionou a Justiça para bloquear pagamentos que o Partido Liberal (PL) planeja fazer ao publicitário Eduardo Fischer, que seria consultor de comunicação na campanha de Flávio Bolsonaro. A empresa cobra uma dívida de aproximadamente R$ 114 milhões de Fischer, incluindo juros e multas. No processo, a Modal argumentou que a função de marqueteiro eleitoral é uma das mais bem pagas no Brasil e contestou a alegação de Fischer sobre estar em dificuldades financeiras. A Modal afirmou que um publicitário sem recursos não seria chamado para liderar o marketing de uma candidatura presidencial em um momento de crise.
Além do bloqueio, a Modal pediu que o PL e Flávio informem o valor do contrato com Fischer, os prazos de pagamento e as fontes dos recursos. Desde 2021, a empresa busca receber judicialmente essa dívida, que se arrasta desde a venda do Banco Modal para a XP em 2022. A Modal ainda requereu que os pagamentos a Fischer em contas no exterior sejam proibidos.
O advogado de Fischer, Fernando Equi Morata, afirmou à Folha que seu cliente não será o responsável pelo marketing político na campanha, mas atuará como consultor. Quanto à dívida, ele mencionou que Fischer está enfrentando problemas financeiros após se tornar avalista em negociações comerciais e que está tentando quitar suas obrigações conforme possível. Fischer, conhecido por campanhas icônicas, já trabalhou na candidatura presidencial de Álvaro Dias em 2018, que teve apenas 0,80% dos votos.
Flávio decidiu mudar de marqueteiro após uma crise relacionada a um áudio em que pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. O amigo de Flávio, Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, deixou a função. Para acompanhar o desenrolar desse caso, é possível acessar o site do Tribunal de Justiça de Goiás ou acompanhar as sessões do legislativo local.