O senador Flávio Bolsonaro (PL) se destacou nas redes sociais durante a pandemia, apresentando-se como defensor das vacinas, mesmo após ter apoiado tratamentos sem comprovação científica, como a cloroquina. Desde março de 2021, ele começou a mudar seu discurso, enfatizando a importância dos imunizantes, enquanto o seu pai, Jair Bolsonaro, mantinha uma postura cética em relação à vacinação e ao distanciamento social.
Flávio chegou a criticar as medidas de isolamento, sugerindo um “isolamento vertical”, que limitava as restrições apenas a grupos de risco. Em um post de março de 2020, ele elogiou o pai por permitir a circulação de pessoas, afirmando que o isolamento total poderia levar a um aumento no desemprego. Um ano depois, ele fez comparações controversas entre governadores e nazistas ao discutir as restrições impostas durante a pandemia, o que gerou repercussões negativas.
Em março de 2021, Flávio se juntou ao senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) para propor um projeto de lei que facilitaria a compra de vacinas pelo Brasil. A mudança de postura do senador se consolidou quando ele foi fotografado recebendo a vacina, sinalizando um distanciamento das opiniões de seu pai. No entanto, Flávio também foi criticado por distorcer informações, como quando afirmou que todas as vacinas aplicadas no Brasil foram adquiridas pelo governo Bolsonaro, sem reconhecer o papel do governador de São Paulo, João Doria, na compra da Coronavac.
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