A Polícia Federal alterou a coordenação dos inquéritos da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS e resultou na quebra de sigilo do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A mudança fez com que a oposição no Congresso acionasse a Procuradoria-Geral da República (PGR) e pedisse a convocação do diretor-geral da PF para dar explicações sobre a troca de coordenação. Anteriormente, as investigações eram comandadas pelo delegado que liderava a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários, mas agora passaram para a Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro. Segundo a PF, essa alteração visa dar mais estrutura à investigação, mantendo os mesmos delegados que já trabalhavam nos inquéritos.
Na sexta-feira (15), o novo responsável pela coordenação se reuniu com o ministro André Mendonça, do STF, que expressou sua insatisfação por não ter sido informado da troca. Durante o encontro, ele ressaltou a importância da independência da nova equipe, sem pressões externas ou atrasos nas investigações. Apesar da PF afirmar que a mudança foi meramente burocrática, há preocupações sobre a carga de trabalho da nova coordenação, que também cuida de outros casos, como o do Banco Master.
A Operação Sem Desconto, que teve início em 2025, já resultou em prisões de membros do alto escalão do INSS e na criação de uma CPI. O senador Carlos Viana, que presidiu a CPI, enviou um ofício à PF questionando as motivações por trás da mudança e pedindo garantias sobre a preservação das provas e linhas de investigação. A CPI, que terminou em março, teve a base governista como vencedora, e a oposição também busca esclarecer a situação para garantir a integridade das investigações. Para acompanhar as atualizações sobre os inquéritos, a população pode acessar o site da PF e acompanhar as sessões e comunicações oficiais.