A Receita Federal anunciou a abertura de 1.437 procedimentos fiscais em 2025 contra Pessoas Politicamente Expostas (PPEs), que incluem agentes públicos como parlamentares e ministros. Esse número representa uma queda de 54% em comparação aos 3.137 procedimentos registrados em 2019, ano em que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, suspendeu uma força-tarefa do Fisco que investigava cerca de 800 agentes suspeitos de fraudes. Naquele período, a ação recebeu o nome de “tropa de elite” e focava em possíveis crimes como lavagem de dinheiro e corrupção.
Atualmente, os procedimentos fiscais em 2025 estão concentrados em quatro juízes de cortes superiores, 37 deputados federais, seis senadores e quatro ministros de Estado, sem nenhum familiar entre os alvos. Ao longo de 16 anos, de 2010 a 2025, foram registrados 31.051 procedimentos fiscais envolvendo PPEs. Os dados, acessados pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação, mostram uma queda no número de procedimentos durante a pandemia, mas com um leve aumento no ano seguinte. Em geral, esses procedimentos surgem após a identificação de inconsistências no pagamento de tributos e podem levar a autuações ou arquivamentos.
Para quem deseja acompanhar as sessões da Receita ou denunciar irregularidades, é possível acessar os canais oficiais do órgão, onde também estão disponíveis documentos sobre fiscalizações e procedimentos em andamento. Além disso, o Cadastro Nacional de Pessoas Expostas Politicamente, gerido pela Controladoria-Geral da União, é uma ferramenta para monitorar essas situações.
Nos próximos meses, a Receita deve continuar sua fiscalização, embora a frequência de procedimentos tenha mudado. O órgão informou que atua com mais rigor em PPEs em comparação à população geral. A discussão sobre os critérios de seleção continua, e a Receita não divulga detalhes específicos sobre como as fiscalizações são conduzidas, mantendo essas informações restritas aos auditores responsáveis.