May 10, 2026
Política

Estudo Revela Crescimento da Desinformação sobre o PL da Misoginia nas Redes Sociais

  • maio 10, 2026
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O Projeto de Lei que define a misoginia como uma conduta que expressa ódio ou aversão às mulheres, conhecido como PL 896/2023, está gerando polêmica e desinformação nas

Estudo Revela Crescimento da Desinformação sobre o PL da Misoginia nas Redes Sociais

O Projeto de Lei que define a misoginia como uma conduta que expressa ódio ou aversão às mulheres, conhecido como PL 896/2023, está gerando polêmica e desinformação nas redes sociais. A proposta foi aprovada pelo Senado em março de 2023 e, se passar pela Câmara sem mudanças, incluirá a “condição de mulher” na Lei do Racismo, com penas de dois a cinco anos de prisão e multas para práticas misóginas. O Observatório Lupa identificou uma onda de desinformação coordenada por políticos de direita entre março e abril de 2026, com mais de 289 mil publicações no X e milhares de postagens em outras plataformas como Facebook e Instagram.

O estudo revelou que o pico de engajamento da desinformação ocorreu no dia seguinte à aprovação do projeto no Senado, provocado por um vídeo do deputado Nikolas Ferreira, que associou o PL a outro projeto que ainda não havia sido discutido. Essa publicação teve mais de 751 mil visualizações em 24 horas, mas foi posteriormente editada para remover trechos enganosos. A desinformação se espalhou com alegações de que o PL poderia restringir a liberdade de expressão e até levar a prisão por perguntas simples, como se uma mulher estivesse com TPM.

Além disso, a pesquisa destacou que alguns conteúdos falsos afirmavam que a proposta causaria demissões em massa de mulheres. A influência de figuras públicas, como Flávio Bolsonaro e Caio Coppola, foi notada na disseminação dessas narrativas, que muitas vezes distorcem o debate sobre misoginia, ignorando o fato de que o projeto visa coibir práticas discriminatórias que geram constrangimento e medo. A Lupa recomenda que cidadãos interessados em acompanhar o andamento do projeto consultem o site da Câmara dos Deputados e fiquem atentos às sessões e audiências públicas relacionadas ao tema.

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