Na próxima terça-feira, 12 de setembro, Kassio Nunes Marques assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O novo presidente se prepara para lidar com as dúvidas sobre a segurança e confiabilidade das urnas eletrônicas, um tema que ganhou destaque nas eleições de 2022 devido a uma série de informações falsas disseminadas por aliados de Jair Bolsonaro (PL). Kassio, que foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Bolsonaro, acredita que o debate sobre a lisura das votações pode voltar à tona.
Para garantir a integridade do processo eleitoral, Kassio pediu uma revisão das urnas que serão utilizadas nas próximas eleições. Ele planejou um teste público dos equipamentos entre 13 e 15 de setembro, logo após sua posse. Desde que foram introduzidas em 1996, as urnas eletrônicas nunca apresentaram registros de fraude. O novo presidente do TSE, que substitui Cármen Lúcia, quer adotar um estilo de gestão diferente do seu antecessor, que enfrentou críticas da família Bolsonaro por suas ações contra a desinformação.
Além disso, Kassio pretende implementar um sistema de checagem dupla nas eleições, onde dois eleitores acompanharão o início e o fim da votação, garantindo a validade do processo. Ele também está aberto a permitir que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhe o processo eleitoral de forma direta, uma novidade para as próximas eleições. Os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) têm levantado preocupações sobre a idade das urnas, que podem impactar a eficiência do processo, já que muitas ainda são de 2013.
Para ficar por dentro das atividades do TSE, os cidadãos podem acompanhar as sessões pelo site oficial do tribunal e utilizar canais de denúncia para reportar irregularidades. A próxima eleição será um teste importante para Kassio, especialmente com a possibilidade de um embate entre o presidente Lula (PT) e um candidato da família Bolsonaro. A gestão de Kassio, que terá André Mendonça como vice-presidente, promete ser marcada por uma menor intervenção do Judiciário nas disputas políticas, priorizando o direito de resposta e o diálogo.