Nesta quinta-feira (7), o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou que, junto com o colega Eduardo Girão (Novo-CE), vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Kassio Nunes Marques seja impedido de analisar um pedido de abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Banco Master. Vieira argumenta que a relação próxima entre Kassio e Ciro Nogueira (PP-PI), que está sendo investigado por receber R$ 500 mil mensais do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, gera suspeição sobre a imparcialidade do ministro. O pedido ainda não foi protocolado.
Kassio Nunes Marques, indicado ao STF em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não comentou as declarações de Vieira. A escolha de Kassio teve influência de senadores como Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira, ambos do Piauí, onde Kassio e Ciro têm uma relação política conhecida. Durante sua sabatina no Senado, Kassio demonstrou emoção ao receber apoio de Ciro, que defendeu sua indicação.
Enquanto isso, senadores da oposição acionaram o STF para obrigar a instalação da CPI do Banco Master, já que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não atendeu aos pedidos para a abertura da comissão. O mandado de segurança, que foi distribuído a Kassio, ainda aguarda uma decisão. Alcolumbre já indicou que não pretende avançar nesse assunto em um ano eleitoral. Tentativas de contornar essa situação por meio de outras CPIs também não tiveram sucesso, com os relatórios sendo rejeitados.
A Polícia Federal está em uma nova fase da operação Compliance Zero, na qual investiga Ciro Nogueira por sua atuação no Senado relacionada ao Banco Master. O advogado de Ciro, Antônio Carlos de Almeida Castro, afirmou que o senador está disposto a colaborar com a Justiça para esclarecer sua participação nas investigações.
Para acompanhar as decisões e ações relacionadas a essa situação, é possível acessar o site do Senado e seguir as atualizações sobre as sessões e investigações.