O advogado Sérgio Renault, que liderou a reforma do Judiciário em 2004, acredita que uma nova reforma é necessária, mas sugere que é melhor esperar para evitar que o tema seja influenciado pelo clima político e eleitoral atual. Ele ressalta que discussões sobre um código de ética para o Supremo Tribunal Federal (STF) também devem ser tratadas com cautela, pois não podem ser vistas como a solução para os problemas do sistema de Justiça.
Renault aponta que a lentidão da Justiça e o alto número de processos ainda são os principais desafios do Judiciário, problemas que já existiam antes da reforma de 2004. Embora essa reforma tenha trazido melhorias, como a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público, ele acredita que a atuação desses órgãos precisa ser mais abrangente e incluir maior participação da sociedade. O CNJ, segundo ele, deveria ter uma composição mais diversa para exercer um papel mais efetivo.
Para quem deseja acompanhar a discussão sobre reformas no Judiciário, é possível acessar documentos e acompanhar as sessões do Congresso e do STF através dos sites oficiais das instituições. É importante também que a população se mantenha informada sobre canais de denúncia e formas de contato com representantes eleitos.
Renault conclui que para que uma nova reforma seja bem-sucedida, ela deve ser iniciada após as eleições, permitindo que o debate ocorra sem a contaminação da polarização política atual. Ele critica a recente rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF, afirmando que a decisão foi motivada por questões políticas e não pela avaliação das qualificações do indicado.