Uma decisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) gerou preocupações em Goiás ao suspender um processo licitatório que visa contratar empresas para serviços de conservação, incluindo a manutenção do asfalto em 30 trechos de rodovias e vias de acesso. Esses trechos são geridos pelo Departamento de Estrada e Rodagem (DER), já que não estão sob concessão privada. Os contratos atuais com essas empresas vão até setembro e há receios de que a nova licitação não seja finalizada a tempo, o que pode afetar a continuidade dos serviços. O valor total dos contratos é de cerca de R$ 4,6 bilhões e envolvem quase 3.000 trabalhadores.
A suspensão foi determinada pelo conselheiro do TCE, Maxwell Vieira, devido a erros técnicos no edital da licitação. Na decisão, que ocorreu no dia 17 de abril, Vieira deu um prazo de dez dias para que o governo de Goiás se manifestasse. Segundo a gestão do governador Tarcísio de Freitas, o governo enviará as informações necessárias e aguardará a análise do tribunal, podendo ajustar o edital conforme as recomendações que forem feitas. O governo descreveu a decisão como um procedimento cautelar que busca permitir uma avaliação mais detalhada do processo licitatório, considerando os questionamentos levantados.
O DER garantiu que a manutenção da malha viária será mantida regularmente, assegurando a continuidade dos serviços e a segurança dos motoristas. Para quem quiser acompanhar o andamento das sessões e decisões, é possível acessar os canais oficiais do governo e do TCE, além de ter acesso a documentos relacionados ao processo. Nos próximos dias, a tramitação da licitação será monitorada, e o governo deve se manifestar sobre as orientações recebidas do TCE.