No dia 1º de Maio, em São Paulo, líderes de partidos de esquerda e ex-integrantes do governo Lula se reuniram para criticar o Congresso Nacional. O encontro aconteceu em meio a uma série de derrotas do presidente no Legislativo, como a rejeição do nome de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, que diminui penas para condenados por tentativas de golpe, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os participantes estavam os ex-ministros Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, além da deputada federal Erika Hilton. Durante o ato da Força Sindical, Haddad afirmou que a aprovação do projeto é um sinal de impunidade e uma derrota no combate à corrupção. Marina, por sua vez, classificou a votação como “uma vergonha” e defendeu que as penas para quem ataca a democracia deveriam ser mais severas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi acusado de fazer um acordo com a oposição para enterrar a instalação de uma CPI relacionada ao Banco Master.
Para quem quiser acompanhar as discussões, as sessões do Congresso são transmitidas ao vivo online, e denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais de cada órgão. Documentos e informações adicionais estão disponíveis nos sites das instituições envolvidas.
Os próximos passos incluem a tramitação do projeto que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, que foi enviado ao Congresso recentemente. O governo espera que essa pauta avance antes das eleições de outubro, já que a pressão da classe trabalhadora por mudanças é crescente. A expectativa é que novas audiências públicas sejam convocadas e que os parlamentares sejam cobrados sobre as demandas sociais.