Na última quinta-feira (30), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado-geral da União recebeu 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis, sendo necessária a aprovação de 41 senadores para que sua nomeação fosse confirmada. A votação ocorreu em um clima tenso, com Messias, que buscou apoio entre parlamentares de direita, não conseguindo angariar os votos necessários.
A negativa à indicação de Messias, apoiada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, representa uma derrota significativa para o presidente Lula. Durante a sabatina, Messias enfatizou sua fé evangélica e sua disposição em respeitar a autonomia do Judiciário, mas isso não foi suficiente para conquistar a maioria. O resultado reflete um embate crescente entre o Congresso e o governo, além de um fortalecimento da direita no cenário político, especialmente com as eleições se aproximando.
Após a votação, Messias se mostrou respeitoso em relação à decisão do Senado, afirmando que é preciso aceitar os resultados, mesmo que não sejam os desejados. Ele estava em um ambiente reservado com cerca de 30 pessoas próximas durante a contagem dos votos e recebeu apoio emocional de sua esposa, Karina. Nos bastidores, aliados do governo tentavam entender a derrota e identificaram dissidências em partidos como MDB e PSD, sugerindo que houve manobras para barrar sua nomeação.
Para quem quer acompanhar as discussões e votações do Senado, é possível acessar as sessões pelo site oficial da Casa e também acompanhar as redes sociais dos senadores. As próximas etapas incluem possíveis novas indicações e a continuidade do diálogo político sobre a composição do STF.