A temporada de F1 está pegando fogo, com os pilotos enfrentando um novo regulamento que mudou o jogo. O gerenciamento da parte elétrica dos carros, que agora representa cerca de 50% da potência total, está se mostrando um verdadeiro desafio. Na prática, isso faz com que os pilotos tenham que equilibrar a carga aerodinâmica e administrar a energia elétrica enquanto aceleram. James Vowles, chefe da Williams, comentou que as três primeiras corridas do ano – Austrália, China e Japão – mostraram avanços, mas também deixaram claro que ajustes são necessários para deixar as disputas mais emocionantes.
Os carros estão mais próximos nas corridas, o que favorece ultrapassagens, mas é preciso habilidade para realizá-las. Vowles destacou que algumas manobras são artificiais, mas outras, como ultrapassagens por fora em curvas, exigem coragem. Max Verstappen, tetracampeão, fez uma comparação curiosa, dizendo que os carros de 2026 parecem “FE com esteroides”. Já Lando Norris, atual campeão, não ficou satisfeito e afirmou que a nova configuração fez o monoposto perder qualidade. O problema principal é que os pilotos têm que desacelerar em retas para recarregar a bateria, o que prejudica o desempenho.
A FIA divulgou recentemente alterações no regulamento, focando em largadas, classificações, segurança e disputas em pista molhada. Vowles informou que foram discutidas cerca de 55 propostas para resolver essas questões, com a intenção de simplificar o sistema e aumentar a competitividade. A próxima corrida acontece em Miami, no dia 3 de março, com uma corrida sprint no dia anterior. Para quem quiser acompanhar, a transmissão será feita pelos canais oficiais da F1 e os ingressos podem ser adquiridos nos sites especializados. No total, estão programadas 22 corridas para este ano, com a próxima etapa marcada para o Canadá nos dias 23 e 24 de maio.