A SAF do Botafogo protocolou um pedido de recuperação judicial na terça-feira, 21, e obteve uma decisão favorável na quarta-feira, 22, do Juízo da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A ação visa reorganizar financeiramente o clube e inclui a solicitação para suspender temporariamente o direito de voto do acionista majoritário, a Eagle Bidco, que está sob intervenção judicial. Segundo a direção da SAF, liderada por John Textor, essa medida é necessária para evitar que a Eagle use sua posição para dificultar a entrada de novos investimentos no Botafogo.
No pedido, a SAF revelou que o clube enfrenta mais de R$ 2,5 bilhões em dívidas, com R$ 1,4 bilhão em passivos de curto prazo e um patrimônio líquido negativo de R$ 427 milhões. Apesar de contar com um acionista majoritário, a aprovação do clube social também é crucial para seguir com o processo. A SAF destacou que a prioridade é proteger as atividades do clube e garantir que atletas e funcionários continuem recebendo seus pagamentos durante a recuperação.
A recuperação judicial permite à SAF criar um ambiente de estabilidade, renegociar dívidas e melhorar a gestão administrativa. Nos últimos anos, o Botafogo fez avanços significativos, como conquistar a Libertadores e o Campeonato Brasileiro de 2024, além de investir em infraestrutura, como o Centro de Treinamento e o Estádio Nilton Santos. Apesar do cenário desafiador, o clube seguirá ativo em suas competições, sem afetar o calendário esportivo.
Os torcedores do Botafogo podem acompanhar as atualizações sobre o processo e os próximos jogos através dos canais oficiais do clube. A SAF está comprometida em apresentar um Plano de Recuperação aos credores e continua focada em manter um ambiente competitivo, sempre com a torcida ao lado, que é fundamental na história do Botafogo.