Marcelo Conde, empresário e presidente da STX Desenvolvimento Imobiliário, se manifestou nesta segunda-feira (20) alegando ser alvo de uma “ação judicial truculenta” liderada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele negou qualquer envolvimento no vazamento de dados sigilosos de familiares do magistrado e afirmou que não teve acesso à decisão que determinou sua prisão, classificada por ele como uma violação de garantias democráticas. Segundo o STF, Conde é considerado foragido desde o início do mês, após um mandado de prisão emitido por Moraes.
A investigação aponta que Conde teria encomendado ilegalmente dados da Receita Federal, incluindo informações fiscais de sua esposa, Viviane Barci, e outros parentes de Moraes. Ele é acusado de ter pago R$ 4.500 em dinheiro por uma lista de CPFs. A operação resultou em seis mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Conde refutou as acusações, alegando que as informações divulgadas na imprensa são distorcidas e que nunca esteve envolvido em qualquer prática ilícita relacionada à obtenção de dados sigilosos.
Além do impacto na sua reputação, Conde destacou que dispositivos eletrônicos de familiares também foram apreendidos, apesar de os mandados serem direcionados apenas a ele. Ele reafirmou que não se recusou a se apresentar às autoridades e expressou sua intenção de se defender com base no direito à informação e ao devido processo legal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou que a investigação encontrou acessos irregulares a dados de 1.819 contribuintes, que incluem figuras ligadas a instituições importantes como o STF e o TCU.
Para acompanhar os desdobramentos do caso, é possível acessar informações sobre as sessões do STF e outros documentos no site oficial do tribunal. A tramitação do processo ainda está em andamento, e novas audiências públicas podem ser agendadas conforme o andamento das investigações.