O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA) nesta semana, mas ficou apenas dois dias na detenção antes de ser solto. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele agradeceu ao governo de Donald Trump pela sua liberação, afirmando que entrou nos EUA com passaporte e visto válidos e que já pediu asilo. Ramagem destacou que ele e sua esposa estão seguindo todos os procedimentos legais, o que, segundo ele, garante sua permanência regular no país. No entanto, um documento do Departamento de Segurança Interna indicou que seu visto estava vencido, o que poderia levar à sua deportação.
A prisão de Ramagem ocorreu em meio a uma colaboração entre as polícias dos Estados Unidos e do Brasil. O ex-deputado, que já foi condenado a 16 anos e um mês de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe, criticou a Polícia Federal, chamando-a de “polícia de jagunços” e pediu o afastamento do diretor-geral, Andrei Rodrigues, que mencionou a cooperação internacional que levou à sua prisão.
Após o ocorrido, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou uma missão aos EUA para acompanhar a situação de brasileiros que pediram asilo, incluindo Ramagem. O requerimento foi feito pelo senador Jorge Seif e, embora não tenha sido marcada uma data para a viagem, os senadores planejam visitar Orlando e Washington D.C. O objetivo é verificar a assistência consular e outras questões relacionadas ao Tratado de Extradição entre Brasil e EUA. Os detalhes sobre quem irá participar da missão ainda não foram definidos. Para quem deseja acompanhar as atividades da comissão ou obter mais informações, é possível acessar o site do Senado ou entrar em contato com os gabinetes dos senadores.