Na última semana, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou um vídeo focado no eleitorado feminino, onde defendeu ações do governo Jair Bolsonaro em relação a políticas para mulheres e criticou a gestão do presidente Lula (PT). Segundo a última pesquisa Datafolha, Flávio e Lula estão tecnicamente empatados com 46% e 45% das intenções de voto, respectivamente. Entre as mulheres, Flávio tem 43% e Lula, 47%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. O movimento de Flávio surge após a desistência da deputada Soraya Santos (PL-RJ) de concorrer a uma vaga no Tribunal de Contas da União, onde ele havia prometido que uma mulher deveria ocupar o posto.
No vídeo, Flávio destacou que o governo Bolsonaro sancionou diversas leis em benefício das mulheres, como medidas de combate à violência e apoio ao empreendedorismo feminino. Ele também criticou Lula, especialmente em relação ao voto da esquerda contra projetos que aumentam penas para crimes comuns. Essa declaração foi uma resposta à ex-ministra Gleisi Hoffmann, que havia falado sobre ataques misóginos de apoiadores de Bolsonaro. Recentemente, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) foi condenado por ter feito comparações ofensivas a Gleisi, o que intensificou as discussões sobre misoginia na política.
Para tentar melhorar sua imagem entre as eleitoras, Flávio está considerando escolher uma mulher como vice em sua chapa. Entre os nomes cogitados estão a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e as deputadas Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE). A pré-campanha de Flávio busca se reposicionar, especialmente após as críticas internas e externas sobre a postura em relação às mulheres. Enquanto isso, Lula também tem se movimentado para conquistar o eleitorado feminino, sancionando leis que visam proteger mulheres, como o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores.