Nesta terça-feira (15), Flávio Bolsonaro (PL) utilizou a propaganda eleitoral para comentar a crise no STF, especificamente a situação do ministro Alexandre de Moraes. O vídeo foi veiculado no mesmo dia em que a corte discutiu o futuro de Moraes em uma sessão histórica. Nele, Flávio anunciou que interromperia sua campanha devido à “gravidade do momento” atual no país e criticou o governo por, segundo ele, ter criado um desequilíbrio institucional ao atuar em conjunto com parte do STF que estaria descumprindo a lei.
A sessão no STF abordou um relatório da Polícia Federal que investigava diálogos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O pedido para analisar o documento foi feito pelo ministro André Mendonça e pode resultar em uma investigação sobre a conduta de Moraes, algo inédito na história da corte. Além disso, Flávio também é alvo de investigações relacionadas a Vorcaro, com documentos da PF e da PGR indicando que ele seria um contato direto do ex-banqueiro em negociações de recursos para o filme “Dark Horse”, sobre seu pai, Jair Bolsonaro.
Durante seu vídeo, Flávio mencionou “o escândalo do Alexandre de Moraes” e afirmou que a divisão de poderes entre o governo e o STF resultou em um país sem liderança. Ele destacou que a insegurança e o endividamento das famílias são questões mais sérias e fez três promessas: classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas, reduzir juros e a dívida pública, e não se candidatar à reeleição, um compromisso que ele diz já ter formalizado em um projeto de lei. O vídeo se encerrou com um apelo religioso.
No STF, a sessão acabou sem uma decisão, pois o ministro Flávio Dino pediu vista do processo. Moraes, por sua vez, classificou o relatório da PF como uma “farsa” e alegou que havia uma motivação política por trás do documento, insinuando interferência externa nas eleições de 2026.