Na manhã desta terça-feira (15), o Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniu em uma sessão extraordinária para discutir o relatório da Polícia Federal sobre o ministro Alexandre de Moraes e sua ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Durante o encontro, houve muitas discussões e tentativas de adiar a votação, o que gerou críticas de especialistas em direito, como professores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que acompanharam o evento em tempo real.
Os ministros trocaram acusações e levantaram a voz, com destaque para o discurso do presidente do STF, que reforçou a responsabilidade de cada membro da corte. O professor Rubens Glezer comentou que a fala de Edson Fachin não foi trivial e buscou resgatar a importância do momento, mas também observou que o tribunal pareceu ceder a “maneirismos” e “votos protelatórios”. Para ele, Fachin ficou em uma posição de fragilidade diante das tentativas de obstrução do debate. Por sua vez, a professora Ana Laura Pereira Barbosa apontou que muitos dos questionamentos levantados por Gilmar Mendes e Flávio Dino acabaram por desviar o foco da discussão principal, sugerindo uma estratégia para postergar a sessão.
Além disso, o coordenador do curso de direito da FGV, Roberto Dias, notou que houve uma tentativa de atropelar o andamento normal do processo. Ele acredita que essa estratégia busca adiar a decisão final para o dia 23, quando também se discutirão questões relacionadas ao ministro André Mendonça. A situação se tornou ainda mais complexa quando Dino criticou a decisão de Fachin de assumir a relatoria, o que, segundo Glezer, traz uma ironia à tona, dado o histórico de ações do próprio Dino.
Os interessados em acompanhar as sessões do STF podem fazê-lo pelo site oficial da corte, que disponibiliza informações e documentos relevantes. A tramitação desse caso ainda está em aberto, e novas audiências e discussões devem ocorrer nas próximas semanas.