Recentemente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu adiar qualquer movimento sobre o impeachment de ministros do STF até que as eleições sejam concluídas. Segundo pessoas próximas a ele, Alcolumbre não pretende ceder à pressão do bolsonarismo por uma destituição antes de saber quem será o próximo presidente da República e quais serão os 54 novos senadores. Essa espera é estratégica, pois a partir do resultado das eleições, ele avaliará a viabilidade de abrir um processo de impeachment e contra quem.
No cenário atual, a possibilidade de um pedido de impeachment de um ministro do STF ganhou força, mesmo entre senadores que anteriormente descartavam essa ideia. Alcolumbre, que é próximo do ministro Alexandre de Moraes, sempre se posicionou contra o afastamento dele, mas aliados afirmam que a situação pode mudar dependendo do perfil dos novos senadores eleitos. A relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, revelada recentemente, acirrou ainda mais os ânimos, especialmente após a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.
Para quem deseja acompanhar de perto as movimentações do Senado, é possível acessar sessões ao vivo pelo site oficial da Casa. Canais de denúncia também estão disponíveis para que os cidadãos possam se manifestar sobre questões referentes ao Judiciário. No que diz respeito aos próximos passos, a tramitação de pedidos de impeachment e a agenda de votação devem ser monitoradas, especialmente com o Congresso retomando suas atividades em fevereiro do ano que vem, quando a eleição para a presidência do Senado ocorrerá. A possibilidade de audiências públicas e discussões sobre reformas no Judiciário também está em pauta, já que a pressão por mudanças continua a crescer.